De repente um Adeus.

by - segunda-feira, março 10, 2014

Leia ouvindo: Demi Lovato - Skyscraper


     Acordei com um ar gelado no rosto e percebi que tinha ido dormir com a janela aberta, já eram 10 horas e eu não tinha nenhuma pretensão de levantar, mesmo que seja só para fechar a janela, cubro meu corpo todo, dos pés à cabeça, pra tentar acabar com o frio e voltar a dormir, mas cada vez que fecho os olhos lembro daquela cena, lembro de quando você veio até minha casa me chamando pra dar uma volta, mesmo com o dia frio e chuvoso concordei, pois pra estar ao seu lado não importava a previsão do tempo, valia a pena.
     Lembro que você ficou incomodado em todo nosso passeio. Decidimos ir ao cinema, fiquei feliz, pois quase nunca íamos ao cinema juntos. Você me dizia que queria conversar e eu sem imaginar o que era, brincava, e não deixava você falar. O filme acabou e você me levou pra casa como fazia sempre que saiamos, e ao chegar ao portão, na hora da despedida fui te abraçar te beijar e dar um até amanhã. E você não quis meu abraço, nem meu beijo e não me deu um até amanhã, você segurou minha mão e disse que não dava mais pra continuarmos, disse aquela frase clichê que eu não suporto “não é você, sou eu!”. Me disse que eu iria encontrar uma pessoa melhor, que me tratasse do jeito que eu mereço. Me deu desculpas que não explicavam um amor acabar do nada, pois era isso que você dizia que sentia por mim.
     Após todas as suas desculpas esfarrapadas, você simplesmente virou as costas como se nada tivesse acontecido e me deixou sozinha, no frio, na chuva. Não consegui ter reações, não consegui te segurar e perguntar porque. Eu fiquei paralisada vendo você se distanciar cada vez mais enquanto minhas lagrimas se misturavam com a chuva que caía.
     Entrei em casa sem deixar ninguém me ver, pois odeio que as pessoas me interroguem sobre o que está acontecendo, corri para meu quarto e me joguei na cama. Não queria mais nada naquele momento, chorar era a única coisa que eu conseguia fazer. Do nada, sem perceber peguei no sono, graças a Deus, pois foi a única coisa que amenizou a dor que eu estava sentindo, e ao acordar hoje, vejo que não foi sonho, que foi real. Queria continuar dormindo até isso tudo passar, por que você me deixou? O que eu fiz de errado? Vou sentir sua falta! 

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4 comentários

  1. Crônica triste porém muito bonita. Gosto de escrever coisas assim também, e me identifiquei com o seu texto. Muito legal.

    Beijos.

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    1. Obrigada alessandra!
      Irei postar outros tipos de crônicas, espero que goste das que estão por vir!
      Beijoos! *-*

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